SÃO PAULO (já deu) – O Pinheirinho é um bairro de São José dos Campos, uma das cidades mais ricas do Brasil. Aparece em 19° lugar no ranking nacional do PIB por municípios, à frente de nada menos que 18 capitais estaduais (Goiânia, Vitória, Belém, São Luís, Campo Grande, Natal, Maceió, Cuiabá, Teresina, João Pessoa, Florianópolis, Aracaju, Porto Velho, Macapá, Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco e Palmas).
Nessa relação, aparecem diante de São José as dez capitais mais ricas do país e apenas duas não-capitais que não fazem parte de nenhuma macrorregião metropolitana: Campinas e Santos. É um polo tecnológico de 640 mil habitantes, a sétima maior cidade do Estado de São Paulo (segunda maior cidade do interior do Brasil), com o 11° melhor IDH estadual.
Quem passa pela Via Dutra cortando o Vale do Paraíba nota a presença, em São José, de indústrias do porte de General Motors, Johnson & Johnson, Panasonic, Monsanto e Embraer, entre outras. É sede, igualmente, do INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o que faz dela o maior centro de pesquisas aeroespaciais do Brasil. Lá fica o ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, que tem a fama de realizar o vestibular mais difícil do país.
Apesar disso, São José tem muita gente pobre. Que não tem onde morar, vive no subemprego, sofre das mazelas que todos conhecem. Em 2004, alguns desses pobres começaram a montar seus barracos num terreno de 1,3 milhão de metros quadrados que pertencia, sabe-se lá comprada como e quando, a uma certa Selecta, holding das empresas do especulador libanês radicado no Brasil Naji Nahas.
Nahas foi acusado, no fim dos anos 80, de quebrar a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Virou símbolo da infâmia que é o mercado financeiro, esse monstro invisível que nada produz de útil ou relevante, exceto lucros para alguns às custas dos prejuízos de muitos. Foi condenado mais de uma vez, depois inocentado, e mais recentemente acusado novamente de crimes financeiros depois das investigações da Polícia Federal na conhecida Operação Satiagraha. Preso pela última vez em 2008, confesso que não sei se está solto.
A Selecta quebrou depois das travessuras de Nahas (tem tanta gente que acha essas coisas engraçadinhas e sorri ao comentar suas peripécias…) e o terreno de 1,3 milhão de metros quadrados passou a integrar a massa falida da empresa. Claro que lá em 2004 as primeiras pessoas que começaram a montar seus barracos na área, conhecida como Pinheirinho, não se preocupavam demais com Nahas, com a Bolsa, com as especulações do mundo financeiro. Procuravam um lugar para morar, no más.
Oito anos depois, o Pinheirinho virou um bairro onde, segundo a Prefeitura de São José, vivem 1.600 famílias e cerca de 6 mil pessoas. Ao longo desses oito anos, advogados de Nahas se divertiram com o processo de falência da Selecta e alguns meses atrás saiu uma decisão a um pedido de reintegração de posse da área. Recurso vai, recurso vem, na semana passada a coisa foi evoluindo nos tribunais até que um juiz determinou que os moradores fossem expulsos do Pinheirinho para que o terreno voltasse para o seleto Naji Nahas. Consta que a Prefeitura é credora da Selecta. Portanto, teria interesse na desocupação do terreno para que ele possa, sei lá, ser vendido para que a dívida seja quitada.
A batalha de papéis, que tanto excita magistrados, advogados, desembargadores e similares, chegou à Justiça Federal, que suspendeu a reintegração de posse através de uma liminar. Mas uma juíza estadual mandou que a operação fosse adiante.
As reações à decisão da juíza estadual entre os que se dizem defensores do Estado de Direito mostram sem retoques a pobreza moral do ser humano. Discutem-se pormenores técnicos, se a Justiça Federal pode se opor à Estadual, se a autonomia de uma foi ferida pela outra, se a liminar pode ser derrubada, se o tribunal pode emitir uma contraordem de madrugada ou se precisa esperar o sol nascer, uma punhetação insuportável. Em nenhum momento essa gente se atém ao que é essencial: as pessoas que vivem no Pinheirinho. Como são pobres, pretos e putas, que se fodam. O que interessa é a discussão que deve deixar homenzinhos de toga de pintinho duro e mulherzinhas idem molhadinhas diante de seu profundo conhecimento acadêmico.
Ontem, domingo de manhã, um contingente de 1,8 mil policiais militares armados chegou ao Pinheirinho. A Prefeitura de São José dos Campos, comandada pelo tucano Eduardo Cury, determinou a desocupação da área. A ordem é expulsar as seis mil pessoas do Pinheirinho. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, usa o discurso de que “decisão da Justiça não se discute, se cumpre”. Que é a maior muleta dos amorais que têm o poder de fazer alguma coisa, mas optam pela omissão mesmo diante de casos como esse — que dão trabalho, exigem tomada de posição, podem representar algum ônus político quando da possibilidade de enfrentamento entre poderes.
Segundo a OAB, houve mortes na invasão policial. A PM, o Estado e a Prefeitura não confirmam. Um jovem blogueiro me escreveu para dizer que sua mãe, que trabalha num hospital da região, relatou conversas entre médicos que falam de pelo menos quatro pessoas mortas pela ação de guerra da polícia paulista — que tem agido com vigor semelhante em episódios como o da higienização da Cracolândia, ou na invasão da Reitoria da USP por estudantes contrários à presença da PM no campus e também à gestão do atual reitor, chamado pela burlesca revista “Veja” de “xerifão da USP”. (Chique, não? Antigamente, era orgulho de qualquer reitor ser chamado de “grande cientista”, “brilhante pensador”, “professor talentoso”. Hoje, o cara é chamado de xerife e fica contente. Faltou posar para uma foto com um Colt no coldre e estrela polida no peito. Se é que não o fez.)
Os desabrigados estão sem chão. A Prefeitura armou barracas sobre a lama, não dá comida a ninguém, não oferece nenhuma opção decente de moradia, abrigo, futuro. Estamos falando de 6 mil almas, entre elas crianças, idosos, homens e mulheres que trabalham. E também, certamente, de criminosos, desocupados, traficantes, proxenetas e cafetinas — toda a malta que se pode encontrar no Pinheirinho, no Soho, em Nova York, nos Jardins, em São Paulo, ou no Quartier Latin, em Paris.
Os pertences dessas 6 mil pessoas continuam dentro de suas casas. São TVs de 20 polegadas, fogões de quatro bocas, beliches comprados nas Casas Bahia, geladeiras enferrujadas, máquinas de lavar que fazem barulho e vivem quebrando, colchões mofados, gaiolas com passarinhos, garrafas térmicas, panelas amassadas, bujões de gás, roupas, armarinhos de cozinha e banheiro, guarda-roupas, garfos, facas e colheres, copos de requeijão, chuveiros elétricos, cadernos escolares, mochilas de crianças, bonecas sem um braço ou um olho, carrinhos com rodas faltantes, videogames velhos doados pelos filhos da patroa. Não se tem notícia de algum planejamento por parte do poder público para que a vida dessa gente toda, representada pelo pouco que tem, seja transferida para algum lugar onde haja um teto, esgoto, água corrente, eletricidade. Muitos dormem em ginásios de esportes, outros em salões paroquiais.
São 6 mil pessoas da 19ª cidade mais rica do país que ontem de manhã foram enxotadas na porrada de suas casas e barracos, montados num terreno de 1,3 milhão de metros quadrados reivindicado pela massa falida da empresa de um especulador condenado por crimes financeiros, cujo pleito foi atendido pela Justiça e prontamente executado pela Prefeitura e pela PM. Elas não têm para onde ir.
Há quem argumente que propriedade privada é sagrada, que os moradores do Pinheirinho não passam de “invasores” que tomaram o que não era deles. Estiveram lá por oito anos e o poder público, os que ocuparam os gabinetes da administração de São José dos Campos, jamais se importou com eles. Que se fodam, são pretos, pobres e putas que incomodam nossa sociedade branca e cheirosa, maloqueiros e favelados que deveriam “ser devolvidos em pau-de-arara ao lugar de onde vieram”, como escreveu um parvo no Twitter cujo nome, infelizmente, não anotei.
O Estado de São Paulo é um feudo curioso. No Litoral Norte, há algumas dezenas de condomínios de alto padrão e casas de luxo erguidas em áreas discutíveis, resultado de invasões de terrenos públicos ou de propriedade duvidosa, grilagem cabocla de grandessíssimo nível, cujos empreendimentos ferem legislação ambiental e desrespeitam normas de construção. Algo que se verifica no Brasil inteiro, na verdade. Dia desses a TV Globo mostrou como essa gente é desenvolta quando se trata de se apropriar do que é público para exibir em festinhas privadas.
Não se tem notícia, nos casos dessas invasões promovidas por gente dourada e montada na grana, de reintegrações de posse ordenadas por juízes ou juízas preocupados com o Estado de Direito, ou de prefeitos que convocam a PM para dar tiro de bala de borracha em menininhas que frequentam os clubes noturnos de Maresias, ou ainda lançar bombas de efeito moral pelos janelões de vidro voltados para a placidez do oceano Atlântico.
Bombas de efeito moral não funcionam para quem não tem moral alguma.
Os moradores do Pinheirinho usam pulseirinhas azuis que não são muito diferentes dos números tatuados nos braços dos judeus em campos de concentração. Moradores denunciam que crianças estão sendo separadas dos pais e enviadas ao Conselho Tutelar. Casas são demolidas. A PM atira, fere, e diz que não houve confronto. Crianças são submetidas a terrorismo de Estado, tiroteios, bombas. A Prefeitura oferece passagens “para o Norte”. São 6 mil pessoas. Até agora, a chamada grande imprensa não foi atrás de nenhuma dessas denúncias e deu voz às autoridades, que falam numa “desocupação pacífica” e bem-sucedida. Uma operação brilhante. Não há contestação.
Nenhum grande órgão de imprensa foi atrás de uma informação bem relevante: quais são os credores da massa falida da Selecta de Naji Nahas? No vídeo acima há a informação que o único credor é a Prefeitura de São José. E o terreno tem dívidas que podem ser de 10 a 15 milhões de reais, dependendo da versão. Por que a grande imprensa não pergunta às autoridades quem vai ficar com o terreno? Ou o que será feito dessa área?
A origem do terreno também não está sendo investigada pela grande mídia, que só repete comunicados oficiais. Aqui, parte da história. Em 1969, os irmãos Kubitsky, de origem alemã, foram assassinados em São José dos Campos. Eram os donos da chácara que é hoje o Pinheirinho. Quatro idosos, dois homens, duas mulheres. Não tinham herdeiros. Assim, a área deve ter passado ao Estado, ou ao Município, na época. Como foi parar nas mãos de Nahas?
Perguntas sem respostas, e não adianta esperar que elas apareçam nos grandes jornais, revistas ou nas emissoras de TV. Esses estão preocupados em ecoar o discurso do direito à propriedade privada, da decisão da Justiça que se cumpre, não se discute.
Fonte: Blog do Flávio Gomes
Assim é como o Sistema trata seus menos favorecidos. Desnecessário dizer que o prefeito de São José dos Campos é do mesmo partido do Governador de São Paulo. Desnecessário dizer o que será feito desse terreno: Na menos pior das hipóteses, um condomínio fechado de "Alto-Padrão", eufemismo para um lugar protegido, murado e vigiado onde "Só entra rico".
E o povo que se lasque. Os trabalhadores, empregados, subempregados, prostitutas, camelôs, e suas crianças, seus velhos e seus animais, que se fodam na lama onde foram deixados.
Houve um dia, um estadista que disse algo como: "A minha Nação é o meu Povo". Um estadista que trai seu povo, trai sua Nação. Infelizmente, esse estadista foi perseguido de todas as formas até ser obrigado a se matar, para não cair nas garras de seus algozes e, todos os que o admiram por suas ideias, sua retidão e seu caráter, são - Até hoje - perseguidos e taxados de criminosos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Campanha do desarmamento vai continuar até o fim de 2012
Brasília – A Campanha Nacional do Desarmamento vai continuar até o fim de 2012. O Ministério da Justiça e o Banco do Brasil renovaram nesta terça (27) a parceria para o pagamento das indenizações por armas recolhidas durante a campanha. Em vigor desde maio, a Campanha Nacional do Desarmamento recolheu 36,8 mil armas de fogo no país.
De acordo com o secretário executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto, a expectativa do governo foi atendida. “Faremos uma nova campanha, talvez aperfeiçoando alguns pontos, mas mantendo o anonimato, a capilaridade, a agilidade do pagamento e a inutilização das armas. Precisamos e queremos ampliar o número de postos de arrecadação”.
O balanço da campanha divulgado na terça mostra que os revólveres são a maior parte das armas entregues, 18 mil. Também foram recolhidas 7,6 mil armas de grande porte, sendo 5 mil espingardas, 500 rifles, 95 fuzis, cinco metralhadoras, entre outras.
As armas de grande porte representam 20% do total de armas recolhidas. “O anonimato provocou a devolução de armas de grande porte, o que é inédito. Muitas vezes o cidadão comprava de maneira clandestina e, por medo da origem da arma, não fazia a devolução”, disse Barreto.
De acordo com o Ministério da Justiça, foram pagos R$ 3,5 milhões em indenizações pelos armamentos. A entrega pode resultar em indenizações entre R$ 100 e R$ 300 dependendo do tipo da arma. O orçamento da campanha deste ano foi R$ 9 milhões. Segundo Barreto, a mesma quantia deve ser destinada a campanha em 2012.
“O ministro resolveu colocar um aporte de recursos grande. Não poderíamos deixar faltar recursos em nenhum momento da campanha. Colocamos um valor superestimado porque se tivéssemos maior adesão da população, esses recursos não faltariam”.
A campanha pelo desarmamento está presente em 25 estados, onde existem 1,9 mil postos de coleta de armas. Ao entregá-las, o cidadão não precisa declarar a origem, e depois recebe remuneração, conforme o tipo da arma.
Estão em funcionamento nos estados 1.886 postos de entrega de armas, cadastrados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, pelo Corpo de Bombeiros e pela Guarda Municipal. Para isso, o cidadão precisa pedir à Polícia Federal uma guia de trânsito para conduzir o armamento e não é exigida a comprovação da origem da arma.
Novamente, querem desarmar os cidadãos, dando até uns "facilitantes" para as pessoas de bem entregarem suas armas, deixando a defesa de seus lares e a sua própria segurança a cargo das Forças Públicas (No caso, as polícias).
Pense nisso:
Um ladrão invade tua casa.
Você resolve ligar para a polícia.
A polícia demora cerca de meia hora para chegar (E se chegar) até tua casa. E, se o ladrão te ver com o telefone na mão, BANG! Já era.
Em compensação, ir até o quarto e pegar tua arma leva menos de um minuto. E, se o ladrão te ver armado, na maioria das vezes, ele foge.
E aí?
De acordo com o secretário executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto, a expectativa do governo foi atendida. “Faremos uma nova campanha, talvez aperfeiçoando alguns pontos, mas mantendo o anonimato, a capilaridade, a agilidade do pagamento e a inutilização das armas. Precisamos e queremos ampliar o número de postos de arrecadação”.
O balanço da campanha divulgado na terça mostra que os revólveres são a maior parte das armas entregues, 18 mil. Também foram recolhidas 7,6 mil armas de grande porte, sendo 5 mil espingardas, 500 rifles, 95 fuzis, cinco metralhadoras, entre outras.
As armas de grande porte representam 20% do total de armas recolhidas. “O anonimato provocou a devolução de armas de grande porte, o que é inédito. Muitas vezes o cidadão comprava de maneira clandestina e, por medo da origem da arma, não fazia a devolução”, disse Barreto.
De acordo com o Ministério da Justiça, foram pagos R$ 3,5 milhões em indenizações pelos armamentos. A entrega pode resultar em indenizações entre R$ 100 e R$ 300 dependendo do tipo da arma. O orçamento da campanha deste ano foi R$ 9 milhões. Segundo Barreto, a mesma quantia deve ser destinada a campanha em 2012.
“O ministro resolveu colocar um aporte de recursos grande. Não poderíamos deixar faltar recursos em nenhum momento da campanha. Colocamos um valor superestimado porque se tivéssemos maior adesão da população, esses recursos não faltariam”.
A campanha pelo desarmamento está presente em 25 estados, onde existem 1,9 mil postos de coleta de armas. Ao entregá-las, o cidadão não precisa declarar a origem, e depois recebe remuneração, conforme o tipo da arma.
Estão em funcionamento nos estados 1.886 postos de entrega de armas, cadastrados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, pelo Corpo de Bombeiros e pela Guarda Municipal. Para isso, o cidadão precisa pedir à Polícia Federal uma guia de trânsito para conduzir o armamento e não é exigida a comprovação da origem da arma.
Novamente, querem desarmar os cidadãos, dando até uns "facilitantes" para as pessoas de bem entregarem suas armas, deixando a defesa de seus lares e a sua própria segurança a cargo das Forças Públicas (No caso, as polícias).
Pense nisso:
Um ladrão invade tua casa.
Você resolve ligar para a polícia.
A polícia demora cerca de meia hora para chegar (E se chegar) até tua casa. E, se o ladrão te ver com o telefone na mão, BANG! Já era.
Em compensação, ir até o quarto e pegar tua arma leva menos de um minuto. E, se o ladrão te ver armado, na maioria das vezes, ele foge.
E aí?
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Temporada de Caça aos Búfalos
Bom dia, Boa tarde, Boa noite, meus companheiros Laranjas.
Chamado para a Ação.
Olhem esta imagem e o link abaixo.
http://www.silviokoerich.com/
Rômulo Lemos quebrou o braço de uma garota que se recusou a beijá-lo em uma balada em Natal, RN. Sílvio Koerich é o autor do blog dos "Búfalos Viris", de cunho racista, machista e incitador à violência.
Providências estão sendo tomadas, mas a justiça é impaciente, e a burocracia, longa. Por isso, faço o chamado à ação para quem morar nas cercanias do Rio Grande do Norte.
Localizem Rômulo Lemos (Natal, RN) e dêem-lhe uma lição. Usem sua imaginação e sua criatividade para decidir o destino do infeliz. Código de Talião (Olho por olho, dente por dente) está de bom tamanho, mas se quiserem ir além, fiquem à vontade.
Localizem Sílvio Koerich, auto-proclamado "Rei dos Búfalos" (Provavelmente, na mesma cidade) e façam o que deve ser feito. Não precisam ter medo da polícia, afinal, vocês estarão fazendo um serviço a ela, que economizará tempo, dinheiro e evitará a burocracia, e permitirá aos policiais fazer coisas mais úteis.
Pode parecer meio radical, mas quem conhece os meandros jurídicos do Brasil saberá que, pelas vias tradicionais, eles nunca serão punidos. No máximo, prestarão serviços comunitários e logo estarão livres, leves e soltos para encontrarem outras vítimas e destilarem mensagens de ódio.
Chamado para a Ação.
Olhem esta imagem e o link abaixo.
http://www.silviokoerich.com/
Rômulo Lemos quebrou o braço de uma garota que se recusou a beijá-lo em uma balada em Natal, RN. Sílvio Koerich é o autor do blog dos "Búfalos Viris", de cunho racista, machista e incitador à violência.
Providências estão sendo tomadas, mas a justiça é impaciente, e a burocracia, longa. Por isso, faço o chamado à ação para quem morar nas cercanias do Rio Grande do Norte.
Localizem Rômulo Lemos (Natal, RN) e dêem-lhe uma lição. Usem sua imaginação e sua criatividade para decidir o destino do infeliz. Código de Talião (Olho por olho, dente por dente) está de bom tamanho, mas se quiserem ir além, fiquem à vontade.
Localizem Sílvio Koerich, auto-proclamado "Rei dos Búfalos" (Provavelmente, na mesma cidade) e façam o que deve ser feito. Não precisam ter medo da polícia, afinal, vocês estarão fazendo um serviço a ela, que economizará tempo, dinheiro e evitará a burocracia, e permitirá aos policiais fazer coisas mais úteis.
Pode parecer meio radical, mas quem conhece os meandros jurídicos do Brasil saberá que, pelas vias tradicionais, eles nunca serão punidos. No máximo, prestarão serviços comunitários e logo estarão livres, leves e soltos para encontrarem outras vítimas e destilarem mensagens de ódio.
sábado, 29 de outubro de 2011
Paraplégico volta a andar na BA após tratamento inédito
Nove anos após sofrer uma violenta queda durante uma viagem em família, que lhe causou um trauma raquimedular - lesão que causa comprometimento da função da medula espinhal -, que tirou a sensibilidade e os movimentos das duas pernas, o major da Polícia Militar Maurício Borges Ribeiro está andando novamente. Por enquanto, Ribeiro ainda precisa ser amparado por um andador e por uma órtese no tornozelo, por causa da atrofia muscular sofrida em suas pernas em nove anos de imobilidade. Mas as perspectivas são boas."Estamos fazendo um trabalho de fortalecimento muscular, para que o paciente possa, futuramente, se sustentar em pé e andar sem a ajuda de aparelhos", afirma Claudia Bahia, a fisioterapeuta e pesquisadora da Clínica de Atenção à Saúde (Casa), do Centro Universitário Estácio da Bahia (Estácio-FIB) - onde o policial realiza as sessões de fisioterapia uma vez por dia. "Há pouco tempo, ninguém acreditava que seria possível que um paciente paraplégico com lesão completa pudesse voltar a andar. É uma conquista imensurável".
Ribeiro foi o primeiro homem a participar de um tratamento experimental, desenvolvido por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz na Bahia (Fiocruz-BA), com o apoio dos hospitais Espanhol e São Rafael e de universidades baianas, para melhorar a qualidade de vida de pacientes que, como ele, tiveram ruptura total da medula espinhal por causa de traumas - e, com isso, perderam completamente a sensibilidade, o controle e os movimentos de quadris e pernas.
O tratamento consiste na aplicação de células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea da bacia dos próprios pacientes, diretamente na região onde ocorreu o trauma. O procedimento começou a ser estudado em 2005 e foi testado inicialmente em animais domésticos, a partir de 2007, com melhorias em graus diferentes em todos os casos.
Depois de Ribeiro, mais cinco pacientes foram submetidos ao tratamento - e outros 15 devem passar pelos mesmos procedimentos até o fim do primeiro semestre do ano que vem. "Até agora, todos os pacientes tiveram algum nível de melhora e não houve nenhuma intercorrência médica", comemora um dos coordenadores da pesquisa, o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça. "Em alguns, por enquanto, há apenas melhoras de sensibilidade, em outros, há avanços na parte motora. Um dos objetivos desta pesquisa é saber por que um paciente responde melhor que outro", disse.
Mendonça afirma que, depois que os 20 primeiros pacientes passarem pelo procedimento, serão colhidos os dados relativos aos testes para que sejam realizados mais estudos sobre o tratamento. "O período estimado de pesquisas é de cinco a dez anos", explicou. Para o policial militar, porém, o tratamento já pode ser visto como bem-sucedido. "Depois de nove anos, você perceber que pode se sustentar sobre as próprias pernas é uma sensação muito boa", afirma. "Já estou muito feliz, mais ainda porque meu progresso traz esperança para outras pessoas que passam pelo mesmo problema", acrescentou.
(Fonte: Yahoo! )
O Brasil está mostrando sua competência na medicina. Se o SUS tivesse o mesmo nível de excelência dos Hospitais Universitários, estaríamos em uma melhor situação.
Ribeiro foi o primeiro homem a participar de um tratamento experimental, desenvolvido por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz na Bahia (Fiocruz-BA), com o apoio dos hospitais Espanhol e São Rafael e de universidades baianas, para melhorar a qualidade de vida de pacientes que, como ele, tiveram ruptura total da medula espinhal por causa de traumas - e, com isso, perderam completamente a sensibilidade, o controle e os movimentos de quadris e pernas.
O tratamento consiste na aplicação de células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea da bacia dos próprios pacientes, diretamente na região onde ocorreu o trauma. O procedimento começou a ser estudado em 2005 e foi testado inicialmente em animais domésticos, a partir de 2007, com melhorias em graus diferentes em todos os casos.
Depois de Ribeiro, mais cinco pacientes foram submetidos ao tratamento - e outros 15 devem passar pelos mesmos procedimentos até o fim do primeiro semestre do ano que vem. "Até agora, todos os pacientes tiveram algum nível de melhora e não houve nenhuma intercorrência médica", comemora um dos coordenadores da pesquisa, o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça. "Em alguns, por enquanto, há apenas melhoras de sensibilidade, em outros, há avanços na parte motora. Um dos objetivos desta pesquisa é saber por que um paciente responde melhor que outro", disse.
Mendonça afirma que, depois que os 20 primeiros pacientes passarem pelo procedimento, serão colhidos os dados relativos aos testes para que sejam realizados mais estudos sobre o tratamento. "O período estimado de pesquisas é de cinco a dez anos", explicou. Para o policial militar, porém, o tratamento já pode ser visto como bem-sucedido. "Depois de nove anos, você perceber que pode se sustentar sobre as próprias pernas é uma sensação muito boa", afirma. "Já estou muito feliz, mais ainda porque meu progresso traz esperança para outras pessoas que passam pelo mesmo problema", acrescentou.
(Fonte: Yahoo! )
O Brasil está mostrando sua competência na medicina. Se o SUS tivesse o mesmo nível de excelência dos Hospitais Universitários, estaríamos em uma melhor situação.
domingo, 2 de outubro de 2011
Veja como é uma escola pública no Japão
Nem tem comparação. O Brasil tinha que se basear nesse método de ensino.
Mas, enquanto a cultura da desordem continuar a prevalecer, e o dinheiro da educação continuar sendo desviado para contas de deputados em paraísos fiscais, a situação das escolas brasileiras não vai melhorar.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
"Boa noite, Londres!"
A frase acima dá início a um dos mais belos discursos que eu já vi em filmes. As pessoas podem pensar que não, mas vivemos em um mundo muito parecido com o do filme "V de Vingança", no qual pessoas totalmente alheias ao que se passa ao redor fingem possuir liberdade, quando na verdade, estão cerceadas e são usadas pelos reais detentores do poder. Ora, basta trocarmos a Inglaterra pela China, por exemplo, que nós teremos uma ideia.
Não só a China, qualquer país do mundo (Creio que TODOS os países do mundo) está nas mãos de uns poucos, que roubam os recursos, reprimem o povo, destróem a natureza e a cultura das nações, oferecendo banalidades em troca, como na situação clássica dos índios que vendem suas maiores riquezas em troca de colares de contas e espelhos. Por que tantos crimes estão sem solução? Onde estão as pessoas desaparecidas? Por que a polícia age com negligência e prende inocentes? Por que os vigaristas conhecidos mundialmente ainda estão à solta, impunes, zombando das leis que deviam puní-los e não o fazem?
Porque o povo não faz NADA! O povo não tem consciência do poder que tem, ou tem medo da responsabilidade que advirá com o conhecimento desse poder.
Nós vimos o que o povo pode fazer, quando tem um objetivo em comum e age com organização. A Primavera Árabe nos mostrou o poder do povo na Tunísia e no Egito, e, em menor escala, na Líbia. E as reações de seus governantes mostraram que o povo incomoda, e muito, quando tem consciência de seu poder e de seus direitos. O Chile também foi sacudido com as manifestações de seus estudantes, que infelizmente arrefeceram depois de uma saraivada de canhões d'água e cassetetes. O Irã, vez por outra, sente a fúria do povo, mas a máquina repressora é melhor organizada por lá, assim como na Arábia Saudita, na Síria e no Bahrein, cujos governantes não têm medo de mandar matar seus compatriotas, tantos quantos forem necessários.
Não importa, um dia essas ditaduras cairão também, como frutos podres de uma política externa viciosa praticada ainda durante a Guerra Fria. O povo, a coletividade, sabe o que é melhor para si, e lutará por sua liberdade, pois chegará a hora que "a água vai bater na bunda". Nessa hora, quando estiver encurralado, visto que não haverá mais alternativas, e as mesmas desculpas de sempre não colarão mais, então o povo verá que não lhe resta outra alternativa senão lutar.
O povo tem que iniciar uma revolução enquanto o conjunto de forças daninhas, chamado vulgarmente de "Sistema", está pensando que estamos a viver nossas vidas sossegados e alheios ao que está acontecendo nos bastidores.
Fiquem com o discurso de V, para se inspirarem.
Não só a China, qualquer país do mundo (Creio que TODOS os países do mundo) está nas mãos de uns poucos, que roubam os recursos, reprimem o povo, destróem a natureza e a cultura das nações, oferecendo banalidades em troca, como na situação clássica dos índios que vendem suas maiores riquezas em troca de colares de contas e espelhos. Por que tantos crimes estão sem solução? Onde estão as pessoas desaparecidas? Por que a polícia age com negligência e prende inocentes? Por que os vigaristas conhecidos mundialmente ainda estão à solta, impunes, zombando das leis que deviam puní-los e não o fazem?
Porque o povo não faz NADA! O povo não tem consciência do poder que tem, ou tem medo da responsabilidade que advirá com o conhecimento desse poder.
Nós vimos o que o povo pode fazer, quando tem um objetivo em comum e age com organização. A Primavera Árabe nos mostrou o poder do povo na Tunísia e no Egito, e, em menor escala, na Líbia. E as reações de seus governantes mostraram que o povo incomoda, e muito, quando tem consciência de seu poder e de seus direitos. O Chile também foi sacudido com as manifestações de seus estudantes, que infelizmente arrefeceram depois de uma saraivada de canhões d'água e cassetetes. O Irã, vez por outra, sente a fúria do povo, mas a máquina repressora é melhor organizada por lá, assim como na Arábia Saudita, na Síria e no Bahrein, cujos governantes não têm medo de mandar matar seus compatriotas, tantos quantos forem necessários.
Não importa, um dia essas ditaduras cairão também, como frutos podres de uma política externa viciosa praticada ainda durante a Guerra Fria. O povo, a coletividade, sabe o que é melhor para si, e lutará por sua liberdade, pois chegará a hora que "a água vai bater na bunda". Nessa hora, quando estiver encurralado, visto que não haverá mais alternativas, e as mesmas desculpas de sempre não colarão mais, então o povo verá que não lhe resta outra alternativa senão lutar.
O povo tem que iniciar uma revolução enquanto o conjunto de forças daninhas, chamado vulgarmente de "Sistema", está pensando que estamos a viver nossas vidas sossegados e alheios ao que está acontecendo nos bastidores.
Fiquem com o discurso de V, para se inspirarem.
sábado, 24 de setembro de 2011
Está na hora do Brasil acordar.
Desde a sua fundação, o Brasil sempre esteve à mercê de aproveitadores. Primeiro, os nobres portugueses da então chamada “Metrópole”. Depois, a recém-formada nobreza brasileira, logo depois da Independência. Depois, com a República, ficou à mercê de políticos corruptos, intercalando breves momentos de prosperidade, ordem e progresso, com longos intervalos de caos e sujeição a poderes externos e paralelos.
O Povo Brasileiro não está seguro. O país prospera, mas essa prosperidade demora a chegar às camadas mais populares e aos rincões mais distantes. Ainda temos a impressão de um País com um pé em cada canoa, indeciso sobre o rumo a tomar. Estamos à mercê de vampiros e sanguessugas, pomposamente acomodados em seus feudos e cargos vitais para o funcionamento do Brasil. Sofremos com a “indústria da Seca” (Ou da Enchente, agora varia), o coronelismo, a pistolagem, o poder paralelo, a farra dos bandidos e suas constantes migrações, sapientes de sua impunidade, os desvios de dinheiro público para contas no Caribe ou na Europa, a “cara-de-pau” dos bandidos de “colarinho branco”, o “jeitinho brasileiro” que exalta a cultura da malandragem e a “Lei de Gerson”, na qual os fins justificam os piores meios.
O Brasil precisa voltar às mãos do Povo Brasileiro. E esse povo precisa de um Líder, apto e instruído, que seja competente, severo e justo. Um Líder forjado na Nova Doutrina Política, originado de dentro do Povo, que não tenha medo de bandidos, não importa seu escalão. Um Líder que se baseia no que há de melhor em qualquer parte do Mundo e da História, não se restringindo a seguir a cartilha de uma Potência qualquer, mas fazendo a sua própria cartilha.
Está na hora de corrigir os erros do passado. Reisitir. Contestar. Dividir para conquistar.
Uma grande OBRA está para ser feita, e essa OBRA reformará o Brasil de cima a baixo. Usaremos as ferramentas necessárias. O tempo e o mundo os mostraram ferramentas super-eficientes, mas que foram mal-usadas ou nunca nos foram apresentadas.
Está na hora de reunirmos e usarmos essas ferramentas, e darmos início à OBRA.
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