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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Lançado com sucesso o foguete BRASILEIRO VS-40 com o experimento científico alemão SHEFEX II

Lançamento bem sucedido do experimento SHEFEX II
Depois de um vôo de 10 minutos, o experimento SHEFEX II (um veículo de reentrada que possui uma forma angular aguda ao invés de rendonda) pousou em segurança no oeste de Spitsbergen. Pesquisadores do Centro Aeroespacial Alemão (Deutsches Zentrum für Luft-und Raumfahrt; DLR) lançaram o foguete de sete toneladas e cerca de 13 metros de comprimento e sua carga útil a partir do centro de lançamento da Andoya Rocket Range na Noruega em 21:18 CEST em 22 de junho de 2012. Na reentrada na atmosfera o experimento SHEFEX resistiu temperaturas superiores a 2500 graus Celsius e enviou os dados de medição de mais de 300 sensores para uma estação terrestre. "O vôo do SHEFEX II nos leva a um passo adiante no caminho para o desenvolvimento de um veículo espacial construído como uma cápsula espacial, mas oferecendo o controle e opções de vôos do ônibus espacial muito mais rentável", disse o gerente de projeto Hendrik Weihs.
Aprendendo sobre reentradas na atmosfera terrestre
DLR vem trabalhando no programa SHEFEX por 10 anos, desenvolvendo uma tecnologia na qual uma nave espacial pode re-entrar na atmosfera terrestre sem sofrer danos. SHEFEX tem uma forma angular e afiada, sua estrutura consiste de superfícies planas, que são mais fáceis de fabricar e, portanto, são menos caras do que as formas usuais arredondadas. As arestas afiadas são também aerodinamicamente vantajosa. Investigadores desenvolveram DLR vários sistemas de protecção térmica para controlar as temperaturas elevadas que as arestas são submetidos a durante a reentrada.
A nave espacial SHEFEX I, foi lançada em 27 de outubro de 2005, possibilitando aos pesquisadores  coletar dados durante o vôo pela primeira vez. Esse vôo durou 20 segundos e o SHEFEX I reentrou a uma velocidade de Mach sete. SHEFEX II alcançou uma velocidade de 11.000 quilómetros por hora - cerca de 11 vezes a velocidade do som - quando re-entrou na atmosfera. Chegou a uma altitude de aproximadamente 180 quilômetros.
Seis institutos do DLR envolvidos no projeto
O projeto SHEFEX é uma colaboração entre seis institutos do DLR. O Instituto DLR da Aerodinâmica e Tecnologia de Fluxo realizarou numerosos testes em túnel de vento, computado o campo de fluxo de reentrada e equipou o foguete com sensores para medir temperatura, pressão e estresse térmico. O Instituto DLR para Estruturas e Design construiu a nave e foi responsável por projetar e produzir os sistemas de proteção térmica de cerâmica, em um desses sistemas, nitrogênio flui através de uma telha porosa, para refrigeração da nave durante a reentrada. No coração do sistema de controlo canard, desenvolvido por investigadores no Instituto DLR de Sistemas de Voo em Braunschweig, são superfícies de controle - os canards - sobre a secção da frente do veículo de pesquisa, que pode ser usado para controlar activamente o veículo. O Instituto de Investigação de Materiais fabricados os azulejos e do Instituto de Sistemas Espaciais desenvolveu uma plataforma de navegação para determinar a localização da nave durante o vôo. MoRaBa DLR da base de foguetes móvel operou o veículo de lançamento de dois estágios, controlados a nave espacial e recebendo os dados enviados pelo SHEFEX durante o vôo.
No caminho para o desenvolvimento de uma nave espacial
Um navio de salvamento e uma aeronave estão no seu caminho para o local de pouso para recuperar a nave espacial. Se a recuperação for bem sucedida, os investigadores receberão uma grande quantidade de dados adicionais. "O vôo de SHEFEX II é um passo para o desenvolvimento de uma nave espacial que resiste a temperaturas mais altas, enquanto viaja mais rápido e por um longo período", diz Weihs. Mais de 300 sensores medindo temperatura e pressão, entre outras coisas, foram usadas durante o voo. "Nós temos uma riqueza de dados, que serão utilizados para os próximos anos." SHEFEX III poderia ser lançado em 2016, que será mais parecido com um avião espacial e voar através da atmosfera por cerca de 15 minutos. O objetivo desta pesquisa é permitir que experimentos em microgravidade que duram vários dias possam voltar para a Terra de uma maneira segura.


Fonte : DLR
Comentário:

Caro leitor como você pode ver nossos foguetes feitos com muito suor pelo pessoal IAE vem sendo utilizados pelos alemães! É incrível como aqui no Brasil a mídia brasileira não divulga isso! Aposto que se tivesse acontecido um fracasso na missão era primeira capa do jornal!

Mas enfim bola para frente porque ainda temos um grande caminho a percorrer!
Fonte: Tecnologia Espacial

Comentário do Ravengar:
Se a Alemanha confia em um foguete Brasileiro, isso é um excelente sinal. Nós podemos fazer mais. Nós DEVEMOS fazer mais.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Dois "Búfalos" machistas e racistas pro matadouro. Restam quantos?

Lembra dos "Búfalos"? Dois deles foram presos em Curitiba e, ao que parece, tinham conexão com o assassino de Realengo.


Entre outras irresponsabilidades, eles pregavam a pedofilia e o extermínio de qualquer coisa que fosse diferente deles, seja fisicamente, seja ideologicamente. O plano deles era de fazer o maior número possível de vítimas em uma universidade em Brasília. Depois de 70 mil denúncias, a Polícia Federal tinha mesmo que fazer alguma coisa...

Mas eu desconfio que a PF pegou dois peixes miúdos, enquanto os graúdos continuam nadando livremente.
Todavia, melhor levar esses "búfalos" pro abate para que sirvam de exemplo.
Aos que denunciaram, minhas congratulações. Mas nem tudo é virtual, é preciso um pouco de ação física, em especial da parte dos mais "aptos" à função.

sábado, 29 de outubro de 2011

Paraplégico volta a andar na BA após tratamento inédito

 
Nove anos após sofrer uma violenta queda durante uma viagem em família, que lhe causou um trauma raquimedular - lesão que causa comprometimento da função da medula espinhal -, que tirou a sensibilidade e os movimentos das duas pernas, o major da Polícia Militar Maurício Borges Ribeiro está andando novamente. Por enquanto, Ribeiro ainda precisa ser amparado por um andador e por uma órtese no tornozelo, por causa da atrofia muscular sofrida em suas pernas em nove anos de imobilidade. Mas as perspectivas são boas."Estamos fazendo um trabalho de fortalecimento muscular, para que o paciente possa, futuramente, se sustentar em pé e andar sem a ajuda de aparelhos", afirma Claudia Bahia, a fisioterapeuta e pesquisadora da Clínica de Atenção à Saúde (Casa), do Centro Universitário Estácio da Bahia (Estácio-FIB) - onde o policial realiza as sessões de fisioterapia uma vez por dia. "Há pouco tempo, ninguém acreditava que seria possível que um paciente paraplégico com lesão completa pudesse voltar a andar. É uma conquista imensurável".
Ribeiro foi o primeiro homem a participar de um tratamento experimental, desenvolvido por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz na Bahia (Fiocruz-BA), com o apoio dos hospitais Espanhol e São Rafael e de universidades baianas, para melhorar a qualidade de vida de pacientes que, como ele, tiveram ruptura total da medula espinhal por causa de traumas - e, com isso, perderam completamente a sensibilidade, o controle e os movimentos de quadris e pernas.
O tratamento consiste na aplicação de células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea da bacia dos próprios pacientes, diretamente na região onde ocorreu o trauma. O procedimento começou a ser estudado em 2005 e foi testado inicialmente em animais domésticos, a partir de 2007, com melhorias em graus diferentes em todos os casos.
Depois de Ribeiro, mais cinco pacientes foram submetidos ao tratamento - e outros 15 devem passar pelos mesmos procedimentos até o fim do primeiro semestre do ano que vem. "Até agora, todos os pacientes tiveram algum nível de melhora e não houve nenhuma intercorrência médica", comemora um dos coordenadores da pesquisa, o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça. "Em alguns, por enquanto, há apenas melhoras de sensibilidade, em outros, há avanços na parte motora. Um dos objetivos desta pesquisa é saber por que um paciente responde melhor que outro", disse.
Mendonça afirma que, depois que os 20 primeiros pacientes passarem pelo procedimento, serão colhidos os dados relativos aos testes para que sejam realizados mais estudos sobre o tratamento. "O período estimado de pesquisas é de cinco a dez anos", explicou. Para o policial militar, porém, o tratamento já pode ser visto como bem-sucedido. "Depois de nove anos, você perceber que pode se sustentar sobre as próprias pernas é uma sensação muito boa", afirma. "Já estou muito feliz, mais ainda porque meu progresso traz esperança para outras pessoas que passam pelo mesmo problema", acrescentou.

(Fonte: Yahoo! )

O Brasil está mostrando sua competência na medicina. Se o SUS tivesse o mesmo nível de excelência dos Hospitais Universitários, estaríamos em uma melhor situação.