sábado, 24 de setembro de 2011

Temos, realmente, o direito à Livre expressão?



João e José têm orgulho de sua, digamos, linhagem. De sua raça. Ambos cantam com orgulho para o mundo as virtudes e conquistas de sua raça, e mostram-se orgulhosos de seus ídolos raciais.

Só que há um porém:

João é negro. E José é branco.

João exalta a sua raça, a Raça Negra.

José também, ele exalta a Raça Branca.

João é considerado exemplo de luta, mas José é taxado de racista. Por quê?

Por que o negro pode ter orgulho de sua cor, e o branco não?

Cadê o direito à Livre Expressão? José, orgulhoso de sua cor, todavia não fala mal dos negros, nem dos índios, nem dos orientais. Mesmo assim, por exaltar a sua branquitude, digamos assim, ele é taxado de racista. Por que isso não ocorre com João, mesmo que ele fale mal dos brancos?

Racismo é crime, sim. Mas, daí pra taxar todo branco de “racista” só porque ele ama a sua cor branca, já é preconceito. Isso, embora não pareça, também é discriminação, também é intolerância. Isso também é racismo.

As pessoas deviam ter mais amor às suas linhagens, à sua própria raça. Ora, existe site até para o "orgulho mestiço", e ninguém fala nada. Por que os brancos são proibidos de ter amor à sua própria etnia, ao contrário das outras etnias?  

Fica a dica pra reflexão nesta semana.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Por que a "Nuvem" não é confiável

Sempre desconfio de "tendências" que ganham adesão rápida e inevitável por grande parte do povo, que segue o que fazem os "descolados" que ditam a moda. A "Computação em Nuvem" é uma dessas tendências das quais eu desconfio.

Hoje em dia, se fala muito nessa tal de "Nuvem", que é a computação do futuro, na qual todos os arquivos necessários para o teu computador estarão disponíveis na chamada "Nuvem", que seria a Internet. Alguns sistemas operacionais que funcionam apenas com a "Nuvem", como o JoliCloud, já estão por aí em caráter experimental.

Mas por que eu não confio em entregar tudo para a "Nuvem"? Simples: Quem controla a "Nuvem"? São os mesmos que, porventura, trabalham para o "Sistema", e são donos dos servidores de internet onde os arquivos em "Nuvem" estão armazenados (Até porque, eles TÊM que estar armazenados em algum lugar).

Uma das coisas mais estúpidas que um "descolado" da informática poderia fazer, por exemplo, é deixar seus dados a cargo de um drive virtual na "Nuvem". Com certeza, seus dados seriam acessados, e se houver algo que desagrada o "Sistema", serão sumariamente apagados, e a culpa será dos "Hackers", como sempre. Sem falar que, o indivíduo que acessa a "Nuvem" simplesmente dá seu nome, endereço, estado civil, estado de saúde e demais informações que podem ser usadas para coagí-lo, escravizá-lo, acusá-lo ou mesmo matá-lo. Neste mundo de incertezas, não é muito confiável deixar seus dados acessíveis para qualquer um.

Se você possui dados importantes, faça o favor de mantê-los em um lugar que você possa controlá-los. Discos rígidos externos, por exemplo, ou um computador que não esteja conectado à internet, usando um pendrive como elemento de ligação entre essa "fonte de dados segura" e o teu computador.

Não se inicia uma revolução pelo ódio

O ódio é um sentimento que todo mundo conhece. E, quem tem um pouco de massa cinzenta na cabeça sabe que, quando estamos cheios de ódio, não fazemos nada direito. Fazemos coisas que não faríamos em nossa sã consciência, e quase sempre sofremos as consequências desses atos a curto prazo, e sempre, a longo prazo.

Odiadores não têm amigos, não exercem influência, não servem de exemplo e não são ouvidos (Exceto por outros odiadores), e o destino de tais criaturas quase sempre é o pior possível: A jaula ou a morte, o que for mais conveniente.

Estava a ler um manifesto da "White International" (Mini-Manual de Sobrevivência e Ação para Revolucionários Raciais) traduzido para o Português e (mais ou menos) adaptado à cultura Brasileira, porém se esquecendo de certas coisas, como o fato do Brasil ser um dos países mais miscigenados do mundo e que spray de pimenta é ilegal no Brasil. O manifesto ensina táticas de "segurança" (Ou seja, guerrilha) e de propaganda. Pelos símbolos e conceitos mostrados nele, é evidente a cultura de ódio.  E pelo monte de expressões de cunho racista, é evidente a cultura de supremacia branca.

Apesar de apresentar umas táticas interessantes (Algumas delas, segundo os tradutores, copiadas das táticas do "mulato e comunista" Carlos Marighella), esse manifesto não encontraria eco no Brasil. No máximo, seria interessante para os sulistas, uma vez que o manual é direcionado aos "separatistas raciais brancos", mas mesmo assim, os separatistas brasileiros não se interessariam por uma política White Power, uma prova cabal que nem tudo que seria aplicável nos EUA, seria aplicável aqui. Lá, por exemplo, existe a JDL, versão judia das gangues de skinheads, coisa que aqui inexiste - E mesmo assim é mencionada na tradução. Lá, a tensão entre negros e brancos, em especial nos "estados confederados", é muito maior do que aqui. De qualquer forma, dedicarei um post exclusivo a esta "obra" do ódio algum dia.

Vamos continuar a falar de por que uma revolução baseada no ódio está morta desde sua concepção: As pessoas estão inconformadas neste país, mas seu inconformismo tem como alvo não uma etnia ou uma classe social, mas sim, os políticos. Eles sabem que a culpa pelas coisas ruins que acontecem aqui no Brasil não são obra de negros, nordestinos, brancos ou japoneses, burgueses, judeus ou comunistas. A culpa é dos políticos, que livram a si mesmos de punições e investigações, e desviam o dinheiro público para seu benefício particular.

Uma revolução que tenha como objetivo incitar o ódio a certas etnias, classes sociais ou convicções políticas, nunca dará certo, pelo menos não no Brasil. Todo branco tem, por exemplo, um amigo negro, um parente negro ou uma porcentagem negra em seu DNA. Lutar contra amigos, parentes ou mesmo contra seus antepassados (e si mesmo) por não ser "ariano" é ridículo. E as pessoas nunca, jamais irão apoiar quem é movido pelo ódio. E o que é uma revolução, senão a adesão, o apoio em massa de pessoas em torno de uma ideia nova, diferente, quebrando os paradigmas e os dogmas preexistentes?

Como já disse antes, respeito é algo que não se é imposto, mas conquistado. Um revolucionário só verá sua obra nascer se houver quem o respeite. E ódio, pelo que eu saiba, não traz respeito a ninguém.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A futilidade dos extremos

Desde que eu idealizei o projeto do Movimento Laranja, eu tento organizá-lo de forma que ele tenha princípios adequados ao Brasil e ao povo Brasileiro. Claro, sempre há uma maneira "mais fácil", que é de aderir a um movimento extremista, seja de esquerda ou de direita.

Já vou avisando, o Movimento Laranja não é de esquerda, tampouco de direita. Porque nem uma nem outra possuem a panacéia para curar o Brasil (E porventura o Mundo) dos males que o afligem. Todos sabem o que acontece quando quem tem o controle de uma nação é a extrema-esquerda ou a extrema-direita.

O pessoal da extrema-esquerda idolatra os ícones soviéticos como Lênin, Stálin, Mao-Tsé-Tung, Fidel Castro (E uns mais recentes, como Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad {Embora eu não saiba se este é MESMO de esquerda}), esquecendo de verdadeiros monstros como Robert Mugabe, Pol Pot e mesmo Stálin e Mao, que proporcionaram verdadeiros massacres, carnificinas e holocaustos que corariam os judeus de vergonha por AINDA estarem relembrando o deles próprios. Eles odeiam o famigerado "Sistema" (Que, até hoje, ninguém me explicou o que é), se levantam contra as religiões, o modo capitalista, odeiam os ricos de qualquer estirpe, consideram Nietsche o melhor pensador da atualidade, preferem a cor vermelha, et cetera. E claro, todas as mazelas do mundo, para eles, é culpa do Sistema.

O pessoal da extrema-direita, por sua vez, já começa errando ao considerar a Ditadura Militar do Brasil uma época próspera sob TODOS os aspectos. Só porque eles torturavam e matavam supostos comunistas. Com certeza eles não se lembram de regimes ditatoriais implantados em outras partes do mundo com anuência dos EUA (Pinochet, Saddam Hussein,  lembram?) e que o Brasil era marionete dos EUA até a implantação do Real. Demonizam o governo atual, só porque é do PT, sendo que se esquecem que FHC quase vendeu a Petrobras para a Chevron ("PetroBrax", lembram?), e dão à religião (Católica, quase sempre) a mesma importância que era dada na Idade Média (que quando uma criança morria por causa da Peste Negra, a culpa era da velha que mexia com ervas, porque ela era uma bruxa). E claro, todas as mazelas do mundo, para eles, é culpa dos Comunistas. Ah, sim, eles gostam de fardas e roupas pretas. Se forem fardas pretas, melhor.

Ambos estão em parte certos e errados. Mas, por enxergarem o mundo de um ponto de vista maniqueísta e GeorgeBushiano, segundo o qual "Se você não está conosco, está contra nós", eles não reconhecem os erros de suas doutrinas e os acertos das doutrinas que eles demonizam. Um extremo-direitista, por exemplo, NUNCA vai reconhecer os acertos do Lula enquanto presidente, assim como um extremo-esquerdista NUNCA reconhecerá os erros do Lula enquanto presidente, só pra ilustrar. E, por seguirem fielmente sua doutrina, eles preferirão guerrear contra compatriotas que pensam diferente deles do que analisar e pensar em uma forma de conciliar e juntar esforços para fazer este País ir para a frente.

E, ainda mais, por serem extremistas, jamais cogitarão conversar com o "outro lado": Um saudosista do Regime Militar (mesmo que nunca o tenha vivenciado) nunca vai conversar com um comunista, e vice-versa, a menos que seja para proferir ultimatos, ofensas e ameaças.Andei lendo algumas e-coisas de ambos os lados e, se por um lado, as ideias são válidas, por outro, há coisas que ambos os lados pregam que chegam ao limite do aceitável para qualquer ser humano.

Por isso, resolvi afastar o meu movimento de qualquer tendência política, a menos que um dia, eu funde um partido próprio. Não vou para a esquerda nem para a direita. Eu vou para a FRENTE!

sábado, 10 de setembro de 2011

Não pode comprar ouro? Invista em prata.

 (Extraído deste site.)
O "ouro dos pobres" é um ativo em quantidade maior do que o ouro (mas não muito) e de preço menor. Possui uso industrial e acredito ser, junto com o ouro, uma proteção aos papéis-moeda de hoje.

Sim, não é possível comprar comida com ouro e prata. Mas, em caso de uma hiperinflação ou mesmo "quebra" do sistema, pode ser uma opção. Existe a crença que papel-moeda é dinheiro. Só vale alguma coisa porque se compra mercadoria com isso no momento. Papéis-moeda vem e vão (Cruzado, Cruzeiro, Novo, Velho). Ouro e prata? Ficam.

Como comprar? Dicas:

1- Barras: recomendo comprar pelo Ebay. Existem diversos fabricantes. Sugestões: SilverTowne, Engelhard, Buffalo.

2- Moedas comemorativas: vendidas pelo BACEN e também por outros países. As moedas da Austrália (Perthmint) são muito bonitas e podem ser colecionadas, além de não terem um custo sobre o preço spot muito elevado. São vários modelos e tamanhos (até 10 kg, rsrsrs). Existem também a americana American Eagle, a canadense Maple Leaf, entre outras. Uma vantagem é a valorização com o tempo. Existem sites que vendem, mas o mais fácil é comprar pelo Ebay.

3- Bullion e rounds: silver bullion e silver rounds são denominações genéricas, que vale a pena uma busca pelo Ebay.

4- O preço spot da prata atual é US$18 a onça (31,1 gramas). Dificilmente será possível comprar moedas por menos de US$25 a onça. Para silver rounds, por exemplo, se consegue um preço abaixo.

5- 10% é muito? Ok, mas um pouquinho vale a pena?

6- Como guardar, em segredo? É, não é fácil. Principalmente depois de se ver uma moeda como abaixo, ao vivo e a cores.

7- Caso se tenha alguma informação a compartilhar, agradeço.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Desabafo de um pai



Porque para se exigir decência, só se for de cara oculta...
Corajoso, o cara. E, se ele respeita todo mundo como diz, a polícia não precisa ter medo dele.
Visitem o Canal Uniaodopovo no Youtube e juntem-se à causa por um Brasil mais honrado.

sábado, 2 de julho de 2011

Marchas e Paradas

Bom, o assunto da semana (passada) foi a Parada Gay, e antes dela, a Marcha para Jesus, e antes dela, outras Marchas, mas vamos nos concentrar nestas duas, por ora. Apesar de terem conceitos diametralmente opostos, Marcha e Parada serviram para uma coisa em comum: Como pano de fundo para reivindicações políticas.

A Marcha para Jesus, realizada no dia de Corpus Christi, serviu mais como protesto contra a decisão do STF de aprovar a união estável entre pessoas do mesmo sexo, e novas ideias políticas foram lançadas por lá pelos políticos evangélicos presentes. Vale lembrar que a Marcha para Jesus de São Paulo foi organizada por um certo Apóstolo Hernandes e uma certa Bispa Sônia. Engraçado, não foram eles que foram para Miami com milhares de dólares nas malas?

Silas Malafaia, também presente na Marcha, disse por sua vez que quem questiona a interferência das "igrejas" em assuntos do governo é classificado como "lixo moral". Muito engraçado ele falar isso, uma vez que todos nós sabemos que ele vende coisas como "bíblia de 900 reais", vive se contradizendo em sua própria doutrina e fala certas coisas que o desqualificam severamente para falar de "moral".

Sem falar que ele apoia informalmente a criação de um "estado evangélico" no Brasil. E, seja evangélico, católico, muçulmano ou de qualquer outra religião, a História é farta de exemplos do que acontece quando surge um estado Religioso. Basta ver a Arábia Saudita, conhecida como o Inferno da mulher muçulmana, ou o Afeganistão nos tempos do Taliban. Ou então, a Nigéria, dividida entre evangélicos e muçulmanos, ambos os lados igualmente fanáticos, ou então o "Cinturão Bíblico" (Bible Belt) dos EUA. Embora a religião pareça impôr uma ordem, sabemos muito bem que essa ordem, na verdade, serve aos caprichos das lideranças religiosas, que nada tem de benéfico para a população. Um Estado Religioso termina por degradar a sociedade, e um Estado Evangélico no Brasil seria uma tragédia.

OK, vamos ver agora a Parada Gay, realizada meros 3 dias após a Marcha para Jesus, em São Paulo. Apesar de toda a alegria, a Parada também teve caráter político, protestando contra quem protestou contra a união estável de pessoas do mesmo sexo. Todavia, não deixa de cometer seus exageros, típicos de um baile de carnaval (E totalmente desnecessários, uma vez que a Parada tem caráter reivindicatório) e capazes de constranger os despreparados. os gays tem formas muito estranhas de reivindicar seus direitos. Com certeza, os gays têm todo direito de lutar pelos seus direitos - Mas não precisam sair pelas ruas vestidos de Lady Gaga, Rainhas do Deserto ou em suas encarnações performáticas que nem deviam sair das boates GLS.

Todavia, a Parada deste ano mostrou uma coisa inusitada: Um grupo de Punks e Skinheads (Geralmente inimigos entre si e, mais geralmente ainda, inimigos dos gays) marchando juntos e protestando juntos contra a homofobia, ao lado dos gays!

Eles foram presos previamente pela Polícia, mas depois que os policiais ficaram sabendo que eles não estavam lá para agredir, mas para protestar junto, foram soltos e entraram na Parada.

Sinal de maturidade, só posso dizer isso.

Não fosse pelas extravagâncias e pelos arroubos de grande parte ruidosa e tresloucada (como sempre há), e pela confusão provocada pelos homofóbicos (Sejam skins, evangélicos fanáticos ou só gente querendo aparecer), a Parada Gay teria muito mais legitimidade.

Isso sem falar na Marcha da Maconha, a recentíssima Marcha das Vadias (Sim, o nome é esse), a Marcha pela Liberdade (Que protestava pelo direito de se fazer a Marcha da Maconha)...

Antigamente (Tá, nem tão "antigamente" assim), o povo brasileiro fez uma passeata com as caras pintadas para exigir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. "Elle", que se auto-intitulou "O Caçador de Marajás", acabava ironicamente se tornando o maior deles, e mostrando ao povo brasileiro que votar em um rostinho bonito era a pior burrada coletiva da História.

Então, o povo saiu às ruas, gritando palavras de ordem, e Collor caiu fora. Por causa das estripulias de sua primeira-dama, a LBA foi extinta assim que FHC assumiu a presidência.

Desde então, nunca mais o povo fez uma passeata exigindo algo que REALMENTE interesse ao povo brasileiro como um todo, e não apenas a uma classe, religião ou orientação sexual. Por que não fazem, por exemplo, uma "Marcha pela Educação", exigindo melhores condições para as escolas, professores e alunos? Por que não uma "Marcha pela Dignidade", exigindo a aplicação imediata e sem emendas da Lei da Ficha Limpa? Por que não uma "Marcha pela Segurança", exigindo mais investimentos para a Polícia e Forças Armadas?

O povo está apático... Será que está esperando por uma nova liderança? Alguém com carisma, austeridade, equilíbrio e força para boter ordem no país? Alguém que incite uma Marcha que reivindique dignidade para o povo brasileiro?
A liderança está aí, oculta no meio do povo... Quem será que vai revelá-la?