segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Justiça? Que justiça?

 Executado homem que passou 30 anos no corredor da morte



Um sexagenário foi executado na Flórida por estupro e assassinato de uma jovem, depois de passar mais de 30 anos no corredor da morte.
A morte de Robert Waterhouse, executado por injeção letal, aconteceu às 20H22 local, informou um porta-voz do sistema penitenciário.
Todos os recursos apresentados pelo preso foram negados. A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou sua última apelação na noite de quarta-feira.
Waterhouse afirmou que era inocente até o final.
"Estão prestes a assistir a execução de um homem inocente e condenado por erro", afirmou um pouco antes da execução.
"O Estado não respeitou sua própria lei ao destruir os testes de DNA para que não pudessem provar minha inocência", acresentou, de acordo com o porta-voz.
Robert Waterhouse, de 65 anos, foi condenado à pena capital pelo estupro e assassinato de Deborah Kammerer, uma jovem de 29 anos que conheceu num bar.
Waterhouse é o quarto detido executado este ano nos Estados Unidos. Os outros três foram executados em Oklahoma (oeste), Texas (sul) e Mississippi (sul).

(Fonte: Yahoo!)

O cara passa 30 anos preso, pra depois ser executado. E ainda por cima, alegando inocência até o fim.

Destruíram as provas de DNA, segundo o advogado, para não poder provar a inocência do cara.

E tem gente que acha isso justo. Se fosse na China ou no Irã, todo mundo estaria condenando a "brutalidade" e a "crueldade" agora. Mas é nos EUA, né... Ninguém solta um pio.

Por que esperaram tanto tempo pra matá-lo? Por que negaram todos os recursos? Por que destruíram as provas de DNA? Será que esse cara sabia demais? Ou ele foi confundido com um cara que sabia demais? Essas respostas nunca virão à tona, não enquanto esse sistema político permanecer no poder.

Robert Waterhouse não foi o primeiro inocente a ser morto pelo Sistema americano, e infelizmante, não será o último.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A única Solução para o Brasil...


Vídeo editado pela usuária Anne123x.
Errinhos de ortografia à parte, o que importa é que a mensagem seja passada.

Eu disse que me interessava pelo Nacional-Socialismo, tanto que eu tenho um blog proto-NS, o Outro Lado (Link superior à direita).
Todavia, como o Brasil é um país multiétnico, o Nacional-Socialismo terá que ser repaginado para se poder estar de acordo com a realidade brasileira, que não possui uma tradição milenar como a dos europeus e, ao contrário da Alemanha, possui um povo heterogêneo, constituído de quatro etnias primárias e suas respectivas miscigenações entre seus 190 milhões de habitantes.
Não será uma revolução brusca, pois tudo que é feito bruscamente quebra. Mas será uma revolução gradual, que pretende fazer com a política e a economia do Brasil o mesmo que o Nacional-Socialismo fez na Alemanha.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Como aproveitar a multitude de raças em um país multiétnico?

Um país multirracial, como o Brasil, é citado pelos racistas como "a escória do mundo", porque há políticas para negros e para índios, não há uma cultura secular própria, mas absorve culturas de vários povos, e o poder (Que antes era apenas dos brancos) diluiu-se entre as etnias. E, com a imigração japonesa, tendo a maior colônia fora do Japão, o Brasil, além de ser um país de indígenas, brancos e negros, também é um país de asiáticos. Fora as diversas miscigenações: os cafusos, mulatos, mamelucos e nikkeis (Não sei até agora de cruzamentos entre asiáticos e negros ou asiáticos e índios), e o Nordeste acabou criando, à moda das raças de gatos artificiais, uma etnia à parte, resultado da mistura de brancos, negros e índios: A "raça" nordestina, conhecida por sua cabeça levemente achatada, sua resistência a ambientes severos (Leia-se seca) e pela aversão obtida pelos skinheads se São Paulo, como se fossem estrangeiros em um país tão colossal quanto o Brasil. Só o Brasil possui Nordestinos, raça braba e resistente, de cultura simples e mui religiosa, que aguenta o rigor de um sol quente feito os negros da África, conhece a fauna e a flora como os índios da Amazônia e quando é privado de seus direitos, entra à luta com a ira dos Europeus (Muitos nordestinos, em especial os pernambucanos, são descendentes de holandeses).

Mas não vim aqui falar de nordestinos, e sim, da diferença entre racialismo (Aceitação da existência das raças humanas) e racismo (Aversão a pessoas de certa raça). Há muita hipocrisia no Brasil, que institui que só há uma raça no mundo, a raça Humana, mas os negros, quando honram sua cultura, usam a palavra "raça" para se definirem (Oras, a revista "Raça Brasil" é uma revista direcionada aos negros!). Há até um grupo de pagode-mauricinho que se chamava "Raça Negra"! Se há a "raça negra", por que não haveria a "raça branca", a "raça indígena", a "raça asiática" ou mesmo a "raça nordestina"? Em público, é proibido separar os humanos em raças, como os indianos faziam com as castas, mas informalmente, tanto na Índia quanto no resto do mundo, lá estão as castas, lá estão as raças.

Digam-me, caros leitores, você considera um cavalo Árabe melhor do que um Mangalarga? Você acha que o cavalo Bretão é, de alguma forma, superior ao Appaloosa? Impossível, até porque cada raça de cavalo tem sua função específica, e se destaca mais em algum posto do que os outros.

Da mesma forma os gatos. Um Persa seria superior a um Manx? Ou um Angorá seria melhor do que um Siamês? cada raça felina possui sua particularidade, seu destaque.

E, tão sutis quanto são as raças de cavalos e de gatos, são as raças humanas. Mas reconhecer a existência de raças não significa que o Branco seja superior ao Negro, ou vice-versa. cada raça humana possui seu destaque: Os Negros se desenvolvem mais rápido que os Brancos, possuem maior força explosiva e resistência ao desgaste (Por isso são melhores em corridas, tanto nos 100 metros rasos quanto na maratona). Já os Asiáticos possuem maior capacidade de concentração, por isso são virtuosos em tarefas mentais e psíquicas (Mesmo as artes marciais, que exijam concentração), daí os estereótipos do "japa inteligente" e do "negão fortão". Os brancos, por sua vez, encontram-se no meio entre o negro e o asiático. Os andinos da América do Sul e os sherpas do Nepal possuem mais glóbulos vermelhos no sangue que qualquer outra etnia, isso permite a eles desempenhar atividades com menos oxigênio, ou seja, grandes alturas não os incomodam.

(Ou você acha que por que os bolivianos só ganham dos brasileiros no futebol se estiverem jogando em casa? O estádio de La Paz fica a cerca de 4000 metros de altitude!)

Cada etnia possui sua diferença, sua qualidade, e o Brasil é um dos países com maior número de etnias no mundo. isso porque, além das etnias brancas, negras, indígenas e orientais (E da etnia Nordestina), vêm bolivianos trabalhar em confecções e indianos em empresas de informática, mas não são substancialmente numerosos para contar como etnias representativas. É o país mais aberto a imigrantes em todo o mundo, o que contribui para adicionar mais ingredientes neste caldeirão multirracial.

Mas a miscigenação descontrolada pode acabar com a diversidade racial no Brasil, formando alguma coisa que ainda não foi cogitada. Seria essa coisa futura, a "Raça Brasileira" de Plínio Salgado, fundador do Integralismo? Eu gostaria de continuar vendo brancos, negros, indígenas e asiáticos, mantendo sua descendência, seu pedigree. Todo mundo igual seria algo trágico. Todos gostam do diferente, mesmo que à distância.

O reconhecimento racial pode evitar que as raças se dissolvam em um caldeirão único, formando uma raça acomodada, sem destaque, escrava de si mesma (Se não dos outros). As raças podem coexistir, e seus destaques raciais podem contribuir para alavancar o Brasil e mostrar aos racistas de merda que o multiculturalismo, quando bem administrado, pode dar certo.

"E no que cada raça pode contribuir para o Brasil se tornar um país avançado?" Isso, caros leitores, é o que eu estou estudando, e conforme vou aprendendo, vou colocando aqui neste blog. Os EUA poderiam se tornar um país verdadeiramente líder, inconteste, exemplo para todo o mundo, porém, não soube respeitar as diversidades raciais que construíram o país. Não respeitaram os índios, que eram donos das terras, não respeitaram os negros, que trouxeram como escravos, nem os imigrantes que vieram em substituição aos escravos. E continuam não respeitando.

O Brasil também não foi um exemplo de civilidade para com os não-brancos. Mas, ao contrário dos segregacionistas americanos, os brasileiros se misturaram mais, em especial com os negros, e isso tornou o brasileiro mais sociável (Sociabilidade fácil é outra característica inerente dos negros), e o Brasil é assim hoje porque permitiu alguma mistura no começo. Tanto que, os pardos e negros do Brasil possuem de 60% a 80% de sangue europeu.

O Brasil está em uma estrada larga, e caminhando a passos largos rumo ao desenvolvimento. Só precisa aproveitar ainda mais o potencial étnico, separando alunos desde o ensino básico. Não por raça, mas por aptidão. Todavia, os céticos verão que, a depender de cada caractrística pedida, uma etnia em particular vai se destacar, fora algumas exceções. E o Brasil possui todas as etnias do mundo, se for ver bem.

É a faca, o queijo e o pãozinho na mão.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Juntando-se a Bahia, PM's de RJ e ES podem entrar em greve até Segunda-Feira (13/02).

Li tal notícia de um contato que mantenho em um dos diversos fóruns que eu bisbilhoto:

Conversei com um Bombeiro da ativa com contatos no BOPE no Rio e parece que a previsão é que paralisem por completo os PM's, e a tendencia é os outros estados aderirem. Os estados com menor tendencia a isso são SP e RS, de resto poucos estão salvos, durante os dias de greve é aconselhável que se fique em casa e evite lugares perigosos e/ou abandonados.

É, a coisa tá feia.
E as elites fazendo campanha pelo desarmamento.

Já pensou? Você entrega seu revólver e suas balas para serem passadas num rolo compressor. Aí, chega um dia, você percebe que estão assaltando tua casa. Sem armas, qual é a tua reação? Ligar pra polícia, claro! Aí...

--Polícia Militar, posso te ajudar?
--Por favor, tem um bandido assaltando minha casa, ela fica na rua--
--Sinto muito, mas estamos em greve.
--COMÉ QUIÉ?!? (Insira palavrões aqui)


Nisso, o bandido vai ver a origem dos palavrões, e te acha com telefone na mão.
"Tava ligando pra polícia", ele vai pensar, obviamente.
BANG!
São Pedro te aguarda.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PINHEIRINHO


Foto Reuters publicada no Último Segundo/iG em http://goo.gl/InPCc
SÃO PAULO (já deu) – O Pinheirinho é um bairro de São José dos Campos, uma das cidades mais ricas do Brasil. Aparece em 19° lugar no ranking nacional do PIB por municípios, à frente de nada menos que 18 capitais estaduais (Goiânia, Vitória, Belém, São Luís, Campo Grande, Natal, Maceió, Cuiabá, Teresina, João Pessoa, Florianópolis, Aracaju, Porto Velho, Macapá, Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco e Palmas).
Nessa relação, aparecem diante de São José as dez capitais mais ricas do país e apenas duas não-capitais que não fazem parte de nenhuma macrorregião metropolitana: Campinas e Santos. É um polo tecnológico de 640 mil habitantes, a sétima maior cidade do Estado de São Paulo (segunda maior cidade do interior do Brasil), com o 11° melhor IDH estadual.
Quem passa pela Via Dutra cortando o Vale do Paraíba nota a presença, em São José, de indústrias do porte de General Motors, Johnson & Johnson, Panasonic, Monsanto e Embraer, entre outras. É sede, igualmente, do INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o que faz dela o maior centro de pesquisas aeroespaciais do Brasil. Lá fica o ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, que tem a fama de realizar o vestibular mais difícil do país.
Apesar disso, São José tem muita gente pobre. Que não tem onde morar, vive no subemprego, sofre das mazelas que todos conhecem. Em 2004, alguns desses pobres começaram a montar seus barracos num terreno de 1,3 milhão de metros quadrados que pertencia, sabe-se lá comprada como e quando, a uma certa Selecta, holding das empresas do especulador libanês radicado no Brasil Naji Nahas.
Nahas foi acusado, no fim dos anos 80, de quebrar a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Virou símbolo da infâmia que é o mercado financeiro, esse monstro invisível que nada produz de útil ou relevante, exceto lucros para alguns às custas dos prejuízos de muitos. Foi condenado mais de uma vez, depois inocentado, e mais recentemente acusado novamente de crimes financeiros depois das investigações da Polícia Federal na conhecida Operação Satiagraha. Preso pela última vez em 2008, confesso que não sei se está solto.
A Selecta quebrou depois das travessuras de Nahas (tem tanta gente que acha essas coisas engraçadinhas e sorri ao comentar suas peripécias…) e o terreno de 1,3 milhão de metros quadrados passou a integrar a massa falida da empresa. Claro que lá em 2004 as primeiras pessoas que começaram a montar seus barracos na área, conhecida como Pinheirinho, não se preocupavam demais com Nahas, com a Bolsa, com as especulações do mundo financeiro. Procuravam um lugar para morar, no más.
Oito anos depois, o Pinheirinho virou um bairro onde, segundo a Prefeitura de São José, vivem 1.600 famílias e cerca de 6 mil pessoas. Ao longo desses oito anos, advogados de Nahas se divertiram com o processo de falência da Selecta e alguns meses atrás saiu uma decisão a um pedido de reintegração de posse da área. Recurso vai, recurso vem, na semana passada a coisa foi evoluindo nos tribunais até que um juiz determinou que os moradores fossem expulsos do Pinheirinho para que o terreno voltasse para o seleto Naji Nahas. Consta que a Prefeitura é credora da Selecta. Portanto, teria interesse na desocupação do terreno para que ele possa, sei lá, ser vendido para que a dívida seja quitada.
A batalha de papéis, que tanto excita magistrados, advogados, desembargadores e similares, chegou à Justiça Federal, que suspendeu a reintegração de posse através de uma liminar. Mas uma juíza estadual mandou que a operação fosse adiante.
As reações à decisão da juíza estadual entre os que se dizem defensores do Estado de Direito mostram sem retoques a pobreza moral do ser humano. Discutem-se pormenores técnicos, se a Justiça Federal pode se opor à Estadual, se a autonomia de uma foi ferida pela outra, se a liminar pode ser derrubada, se o tribunal pode emitir uma contraordem de madrugada ou se precisa esperar o sol nascer, uma punhetação insuportável. Em nenhum momento essa gente se atém ao que é essencial: as pessoas que vivem no Pinheirinho. Como são pobres, pretos e putas, que se fodam. O que interessa é a discussão que deve deixar homenzinhos de toga de pintinho duro e mulherzinhas idem molhadinhas diante de seu profundo conhecimento acadêmico.
Ontem, domingo de manhã, um contingente de 1,8 mil policiais militares armados chegou ao Pinheirinho. A Prefeitura de São José dos Campos, comandada pelo tucano Eduardo Cury, determinou a desocupação da área. A ordem é expulsar as seis mil pessoas do Pinheirinho. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, usa o discurso de que “decisão da Justiça não se discute, se cumpre”. Que é a maior muleta dos amorais que têm o poder de fazer alguma coisa, mas optam pela omissão mesmo diante de casos como esse — que dão trabalho, exigem tomada de posição, podem representar algum ônus político quando da possibilidade de enfrentamento entre poderes.
Segundo a OAB, houve mortes na invasão policial. A PM, o Estado e a Prefeitura não confirmam. Um jovem blogueiro me escreveu para dizer que sua mãe, que trabalha num hospital da região, relatou conversas entre médicos que falam de pelo menos quatro pessoas mortas pela ação de guerra da polícia paulista — que tem agido com vigor semelhante em episódios como o da higienização da Cracolândia, ou na invasão da Reitoria da USP por estudantes contrários à presença da PM no campus e também à gestão do atual reitor, chamado pela burlesca revista “Veja” de “xerifão da USP”. (Chique, não? Antigamente, era orgulho de qualquer reitor ser chamado de “grande cientista”, “brilhante pensador”, “professor talentoso”. Hoje, o cara é chamado de xerife e fica contente. Faltou posar para uma foto com um Colt no coldre e estrela polida no peito. Se é que não o fez.)
Os desabrigados estão sem chão. A Prefeitura armou barracas sobre a lama, não dá comida a ninguém, não oferece nenhuma opção decente de moradia, abrigo, futuro. Estamos falando de 6 mil almas, entre elas crianças, idosos, homens e mulheres que trabalham. E também, certamente, de criminosos, desocupados, traficantes, proxenetas e cafetinas — toda a malta que se pode encontrar no Pinheirinho, no Soho, em Nova York, nos Jardins, em São Paulo, ou no Quartier Latin, em Paris.
Os pertences dessas 6 mil pessoas continuam dentro de suas casas. São TVs de 20 polegadas, fogões de quatro bocas, beliches comprados nas Casas Bahia, geladeiras enferrujadas, máquinas de lavar que fazem barulho e vivem quebrando, colchões mofados, gaiolas com passarinhos, garrafas térmicas, panelas amassadas, bujões de gás, roupas, armarinhos de cozinha e banheiro, guarda-roupas, garfos, facas e colheres, copos de requeijão, chuveiros elétricos, cadernos escolares, mochilas de crianças, bonecas sem um braço ou um olho, carrinhos com rodas faltantes, videogames velhos doados pelos filhos da patroa. Não se tem notícia de algum planejamento por parte do poder público para que a vida dessa gente toda, representada pelo pouco que tem, seja transferida para algum lugar onde haja um teto, esgoto, água corrente, eletricidade. Muitos dormem em ginásios de esportes, outros em salões paroquiais.
São 6 mil pessoas da 19ª cidade mais rica do país que ontem de manhã foram enxotadas na porrada de suas casas e barracos, montados num terreno de 1,3 milhão de metros quadrados reivindicado pela massa falida da empresa de um especulador condenado por crimes financeiros, cujo pleito foi atendido pela Justiça e prontamente executado pela Prefeitura e pela PM. Elas não têm para onde ir.
Há quem argumente que propriedade privada é sagrada, que os moradores do Pinheirinho não passam de “invasores” que tomaram o que não era deles. Estiveram lá por oito anos e o poder público, os que ocuparam os gabinetes da administração de São José dos Campos, jamais se importou com eles. Que se fodam, são pretos, pobres e putas que incomodam nossa sociedade branca e cheirosa, maloqueiros e favelados que deveriam “ser devolvidos em pau-de-arara ao lugar de onde vieram”, como escreveu um parvo no Twitter cujo nome, infelizmente, não anotei.
O Estado de São Paulo é um feudo curioso. No Litoral Norte, há algumas dezenas de condomínios de alto padrão e casas de luxo erguidas em áreas discutíveis, resultado de invasões de terrenos públicos ou de propriedade duvidosa, grilagem cabocla de grandessíssimo nível, cujos empreendimentos ferem legislação ambiental e desrespeitam normas de construção. Algo que se verifica no Brasil inteiro, na verdade. Dia desses a TV Globo mostrou como essa gente é desenvolta quando se trata de se apropriar do que é público para exibir em festinhas privadas.
Não se tem notícia, nos casos dessas invasões promovidas por gente dourada e montada na grana, de reintegrações de posse ordenadas por juízes ou juízas preocupados com o Estado de Direito, ou de prefeitos que convocam a PM para dar tiro de bala de borracha em menininhas que frequentam os clubes noturnos de Maresias, ou ainda lançar bombas de efeito moral pelos janelões de vidro voltados para a placidez do oceano Atlântico.
Bombas de efeito moral não funcionam para quem não tem moral alguma.



Os moradores do Pinheirinho usam pulseirinhas azuis que não são muito diferentes dos números tatuados nos braços dos judeus em campos de concentração. Moradores denunciam que crianças estão sendo separadas dos pais e enviadas ao Conselho Tutelar. Casas são demolidas. A PM atira, fere, e diz que não houve confronto. Crianças são submetidas a terrorismo de Estado, tiroteios, bombas. A Prefeitura oferece passagens “para o Norte”. São 6 mil pessoas. Até agora, a chamada grande imprensa não foi atrás de nenhuma dessas denúncias e deu voz às autoridades, que falam numa “desocupação pacífica” e bem-sucedida. Uma operação brilhante. Não há contestação.
Nenhum grande órgão de imprensa foi atrás de uma informação bem relevante: quais são os credores da massa falida da Selecta de Naji Nahas? No vídeo acima há a informação que o único credor é a Prefeitura de São José. E o terreno tem dívidas que podem ser de 10 a 15 milhões de reais, dependendo da versão. Por que a grande imprensa não pergunta às autoridades quem vai ficar com o terreno? Ou o que será feito dessa área?
A origem do terreno também não está sendo investigada pela grande mídia, que só repete comunicados oficiais. Aqui, parte da história. Em 1969, os irmãos Kubitsky, de origem alemã, foram assassinados em São José dos Campos. Eram os donos da chácara que é hoje o Pinheirinho. Quatro idosos, dois homens, duas mulheres. Não tinham herdeiros. Assim, a área deve ter passado ao Estado, ou ao Município, na época. Como foi parar nas mãos de Nahas?
Perguntas sem respostas, e não adianta esperar que elas apareçam nos grandes jornais, revistas ou nas emissoras de TV. Esses estão preocupados em ecoar o discurso do direito à propriedade privada, da decisão da Justiça que se cumpre, não se discute.


Fonte: Blog do Flávio Gomes

Assim é como o Sistema trata seus menos favorecidos. Desnecessário dizer que o prefeito de São José dos Campos é do mesmo partido do Governador de São Paulo. Desnecessário dizer o que será feito desse terreno: Na menos pior das hipóteses, um condomínio fechado de "Alto-Padrão", eufemismo para um lugar protegido, murado e vigiado onde "Só entra rico".

E o povo que se lasque. Os trabalhadores, empregados, subempregados, prostitutas, camelôs, e suas crianças, seus velhos e seus animais, que se fodam na lama onde foram deixados.

Houve um dia, um estadista que disse algo como: "A minha Nação é o meu Povo". Um estadista que trai seu povo, trai sua Nação. Infelizmente, esse estadista foi perseguido de todas as formas até ser obrigado a se matar, para não cair nas garras de seus algozes e, todos os que o admiram por suas ideias, sua retidão e seu caráter, são - Até hoje - perseguidos e taxados de criminosos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Campanha do desarmamento vai continuar até o fim de 2012

Brasília – A Campanha Nacional do Desarmamento vai continuar até o fim de 2012. O Ministério da Justiça e o Banco do Brasil renovaram nesta terça (27) a parceria para o pagamento das indenizações por armas recolhidas durante a campanha. Em vigor desde maio, a Campanha Nacional do Desarmamento recolheu 36,8 mil armas de fogo no país.

De acordo com o secretário executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto, a expectativa do governo foi atendida. “Faremos uma nova campanha, talvez aperfeiçoando alguns pontos, mas mantendo o anonimato, a capilaridade, a agilidade do pagamento e a inutilização das armas. Precisamos e queremos ampliar o número de postos de arrecadação”.

O balanço da campanha divulgado na terça mostra que os revólveres são a maior parte das armas entregues, 18 mil. Também foram recolhidas 7,6 mil armas de grande porte, sendo 5 mil espingardas, 500 rifles, 95 fuzis, cinco metralhadoras, entre outras.

As armas de grande porte representam 20% do total de armas recolhidas. “O anonimato provocou a devolução de armas de grande porte, o que é inédito. Muitas vezes o cidadão comprava de maneira clandestina e, por medo da origem da arma, não fazia a devolução”, disse Barreto.

De acordo com o Ministério da Justiça, foram pagos R$ 3,5 milhões em indenizações pelos armamentos. A entrega pode resultar em indenizações entre R$ 100 e R$ 300 dependendo do tipo da arma. O orçamento da campanha deste ano foi R$ 9 milhões. Segundo Barreto, a mesma quantia deve ser destinada a campanha em 2012.

“O ministro resolveu colocar um aporte de recursos grande. Não poderíamos deixar faltar recursos em nenhum momento da campanha. Colocamos um valor superestimado porque se tivéssemos maior adesão da população, esses recursos não faltariam”.

A campanha pelo desarmamento está presente em 25 estados, onde existem 1,9 mil postos de coleta de armas. Ao entregá-las, o cidadão não precisa declarar a origem, e depois recebe remuneração, conforme o tipo da arma.

Estão em funcionamento nos estados 1.886 postos de entrega de armas, cadastrados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, pelo Corpo de Bombeiros e pela Guarda Municipal. Para isso, o cidadão precisa pedir à Polícia Federal uma guia de trânsito para conduzir o armamento e não é exigida a comprovação da origem da arma.


Novamente, querem desarmar os cidadãos, dando até uns "facilitantes" para as pessoas de bem entregarem suas armas, deixando a defesa de seus lares e a sua própria segurança a cargo das Forças Públicas (No caso, as polícias).

Pense nisso:
Um ladrão invade tua casa.
Você resolve ligar para a polícia.
A polícia demora cerca de meia hora para chegar (E se chegar) até tua casa. E, se o ladrão te ver com o telefone na mão, BANG! Já era.
Em compensação, ir até o quarto e pegar tua arma leva menos de um minuto. E, se o ladrão te ver armado, na maioria das vezes, ele foge.
E aí?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Temporada de Caça aos Búfalos

Bom dia, Boa tarde, Boa noite, meus companheiros Laranjas.

Chamado para a Ação.
Olhem esta imagem e o link abaixo.

http://www.silviokoerich.com/

Rômulo Lemos quebrou o braço de uma garota que se recusou a beijá-lo em uma balada em Natal, RN. Sílvio Koerich é o autor do blog dos "Búfalos Viris", de cunho racista, machista e incitador à violência.
Providências estão sendo tomadas, mas a justiça é impaciente, e a burocracia, longa. Por isso, faço o chamado à ação para quem morar nas cercanias do Rio Grande do Norte.

Localizem Rômulo Lemos (Natal, RN) e dêem-lhe uma lição. Usem sua imaginação e sua criatividade para decidir o destino do infeliz. Código de Talião (Olho por olho, dente por dente) está de bom tamanho, mas se quiserem ir além, fiquem à vontade.

Localizem Sílvio Koerich, auto-proclamado "Rei dos Búfalos" (Provavelmente, na mesma cidade) e façam o que deve ser feito. Não precisam ter medo da polícia, afinal, vocês estarão fazendo um serviço a ela, que economizará tempo, dinheiro e evitará a burocracia, e permitirá aos policiais fazer coisas mais úteis.

Pode parecer meio radical, mas quem conhece os meandros jurídicos do Brasil saberá que, pelas vias tradicionais, eles nunca serão punidos. No máximo, prestarão serviços comunitários e logo estarão livres, leves e soltos para encontrarem outras vítimas e destilarem mensagens de ódio.